Vale a Pena Comprar o MSI Katana 17 HX? Veja a Nossa Análise Completa

MSI Katana 17 HX: notebook gamer com RTX 5070 mostra que preço baixo não precisa significar desempenho fraco

Desde que a Nvidia lançou as GPUs GeForce RTX Série 50 para notebooks no início deste ano, a maior parte dos equipamentos que chegam para análise pertence à categoria premium modelos que facilmente ultrapassam os US$ 2.000 e, em muitos casos, chegam aos US$ 3.000 ou mais. O problema é que nem todo jogador tem esse orçamento disponível, nem quer investir tanto em um único aparelho.

A boa notícia é que os notebooks com RTX 50 mais em conta finalmente começaram a aparecer no mercado, e o MSI Katana 17 HX é um bom exemplo dessa nova safra. Como o nome sugere, ele traz uma tela grande de 17 polegadas, processador Intel Core i7-14650HX, placa gráfica RTX 5070, 16 GB de RAM e um generoso SSD de 1 TB. O detalhe mais interessante, porém, é o preço: apenas US$ 1.300, um valor bem mais acessível dentro do universo dos notebooks gamers atuais.

Especificações do MSI Katana 17 HX

Antes de entrar nos detalhes de uso, confira a ficha técnica completa da unidade avaliada:

Componente       Especificação 

CPU                    Intel Core i7-14650HX 

Gráficos              Nvidia GeForce RTX 5070 (8 GB GDDR7, potência gráfica máxima de 115 W) |

Memória             16 GB DDR5-5600 (2 x 8 GB) 

Armazenamento  SSD NVMe PCIe 4.0 de 1 TB

Tela                      17,3 polegadas, 1920 x 1080, IPS, formato 16:9, 144 Hz 

Conectividade      Intel Wi-Fi 6E (AX211), Bluetooth 5.3 

Portas                   1x USB 3.2 Gen 2 Type-C, 3x USB 3.2 Gen 2 Type-A, HDMI 2.1, entrada de áudio                                 de 3,5 mm, Gigabit Ethernet

Câmera                720p

Bateria                  75 Wh

Adaptador de energia    240 W

Sistema operacional    Windows 11 Home

Dimensões (L x P x A)     15,66 x 10,85 x 1,09 polegadas 

Peso                 2,7 kg (5,95 libras) 

Preço (conforme configurado) US$ 1.299,99 


Design: acabamento surpreendentemente robusto para o preço

Com um valor de US$ 1.300, minha expectativa inicial era encontrar plásticos finos e um chassi frágil, típico de laptops de entrada. Mas assim que tirei o Katana 17 HX da caixa, essa impressão mudou rapidamente. O material usado é espesso e resistente, com pouquíssima flexão mesmo sob pressão  algo que não é comum em notebooks de entrada, onde é fácil sentir a tampa torcendo ou o teclado cedendo ao toque mais firme. A dobradiça da tela também transmite firmeza, com mínima oscilação ao movimentar o equipamento.

A MSI apostou em alguns detalhes visuais para dar personalidade ao Katana 17 HX: o logotipo da marca aparece moldado na parte superior da tampa, e um padrão de pontos percorre as bordas da tampa, do chassi e a área acima do teclado. Esse padrão fica particularmente visível quando a luz incide em um ângulo específico sobre as faixas finas.

Tanto a tampa quanto a região do teclado têm acabamento liso, agradável ao toque, enquanto a parte inferior do chassi apresenta uma textura levemente áspera. Outro toque de design incomum são as aberturas de ventilação em formato de colmeia, visíveis na base do notebook.

Nem tudo, porém, agradou. Os parafusos falsos de cabeça chata espalhados pela área do teclado  quatro abaixo e dois acima parecem uma tentativa de conferir um visual mais "industrial", mas o resultado, na minha opinião, acaba remetendo a algo barato.

Na questão de conectividade, o Katana 17 HX não decepciona. No lado direito ficam a porta LAN Gigabit, HDMI 2.1, uma USB 3.2 Gen 2 Type-A, uma USB 3.2 Gen 2 Type-C e a entrada de fone de ouvido de 3,5 mm. Do lado esquerdo estão mais duas portas USB 3.2 Gen 2 Type-A e a entrada de energia proprietária, no formato cilíndrico tradicional.

Sendo um notebook de 17 polegadas, o Katana 17 HX não é exatamente compacto: mede 39,7 x 27,6 x 2,7 cm e pesa 2,7 kg. Para comparação, o Gigabyte G6X pesa 2,56 kg e mede 36,1 x 25,9 x 2,9 cm; o Lenovo Legion Pro 5i de 9ª geração pesa 2,5 kg e mede 36,3 x 26 x 2,7 cm; já o Gigabyte Aorus 16X é o mais leve do grupo, com 2,3 kg e dimensões de 35,6 x 25,4 x 2,7 cm.

Desempenho em jogos: a RTX 5070 entrega bons resultados em 1080p

A configuração testada combina o Core i7-14650HX, 16 GB de DDR5-5600, a RTX 5070 com TDP de 115 W e uma tela em 1080p. Os concorrentes usados na comparação foram o Gigabyte G6X (RTX 4060 de 105 W, tela 1200p), o Gigabyte Aorus 16X (RTX 4060 de 140 W, tela 1600p) e o Lenovo Legion Pro 5i (RTX 4060 de 105 W, tela 1600p).

Em uma sessão de cerca de uma hora com Indiana Jones and the Great Circle, em 1080p e configurações Ultra, o Katana 17 HX manteve uma média entre 70 e 90 quadros por segundo (fps), variando conforme a intensidade das cenas.

Como o Katana 17 HX possui tela nativa em 1080p diferente dos concorrentes, que variam entre 1200p e 1600p, a comparação de benchmarks se concentrou nessa resolução. Em Shadow of the Tomb Raider (configurações máximas), o notebook liderou com folga, alcançando 119 fps, à frente do Aorus 16X, segundo colocado com 114 fps.

Já em Far Cry 6 (configurações Ultra), um teste mais dependente do desempenho de núcleo único da CPU, o Katana 17 HX perdeu terreno para o Aorus 16X (94 fps contra 103 fps). Como ambos utilizam o mesmo processador, a diferença provavelmente está relacionada ao TDP das placas de vídeo: 140 W na RTX 4060 do Aorus contra apenas 115 W na RTX 5070 do Katana.

Em Cyberpunk 2077 (configurações médias), o Katana 17 HX registrou sua queda de desempenho mais expressiva, com 39 fps praticamente empatado com o Aorus 16X. O Legion Pro 5i, porém, superou todos com 61 fps.

Por outro lado, Red Dead Redemption 2 (configurações médias) trouxe o melhor resultado do notebook: 85 fps, uma vantagem de 17 quadros sobre o segundo colocado. Em Borderlands 3 (configurações Badass), o Katana 17 HX voltou a liderar, com 12 fps de vantagem sobre o Aorus 16X, enquanto o Legion Pro 5i ficou em terceiro, com 69 fps.

No teste de estresse com Metro Exodus, executado em 15 ciclos, a média ficou em 74,69 fps, com os núcleos de desempenho operando a 2,8 GHz e os núcleos de eficiência a 1,73 GHz.

Produtividade: resultados sólidos, com uma ressalva na transferência de arquivos

Com o mesmo Core i7-14650HX, 16 GB de DDR5-5600 e um SSD Micron 2500 PCIe 4.0 de 1 TB, o Katana 17 HX também se saiu bem nos testes voltados a tarefas do dia a dia.

No Geekbench 6, o notebook obteve 2.794 pontos no teste de núcleo único, à frente do Legion Pro 5i (2.723). No teste multi-core, no entanto, a posição se inverteu: o Katana 17 HX ficou com 13.570 pontos, atrás dos 15.708 pontos do Aorus 16X.

No teste de transferência de arquivos, que copia 25 GB de arquivos multimídia variados, o Katana 17 HX ficou em último lugar, com 1.224,05 Mbps, contra 1.500,98 Mbps do Aorus 16X e 1.919,1 Mbps do Legion Pro 5i.

Já no teste com o Handbrake, que transcodifica um vídeo 4K para 1080p, o notebook terminou em terceiro lugar, com 4 minutos e 30 segundos. O Legion Pro 5i venceu com 3 minutos e 32 segundos, seguido pelo Aorus 16X, com 3 minutos e 40 segundos.

Tela: onde os cortes de custo mais aparecem


A tela IPS de 17,3 polegadas impressiona pelo tamanho, mas a resolução de apenas 1920 x 1080 revela o posicionamento mais econômico do produto. Existem versões do Katana 17 HX com painel de 2560 x 1440, mas elas custam mais caro. A taxa de atualização também fica limitada a 144 Hz, abaixo dos 240 Hz oferecidos nas variantes com tela QHD.

Os cortes vão além da resolução. Durante o uso, notei que cores que deveriam ser vibrantes apareciam esmaecidas flores vermelhas em vídeos de paisagens no YouTube ganhavam um tom alaranjado-acastanhado, e a água azul tendia para um cinza sem vida. O mesmo padrão se repetiu em jogos: os carros de Forza Horizon 5 pareciam sem graça, e os trajes dos personagens em Guardiões da Galáxia da Marvel não correspondiam às cores vistas em telas mais caras.

Os testes instrumentados confirmaram essa percepção: o painel cobre apenas 46,6% do espaço de cores DCI-P3 e 65,7% do sRGB, valores baixos frente aos concorrentes. O brilho máximo também ficou aquém, com apenas 230 nits medidos bem atrás do G6X, segundo colocado, que registrou 325 nits.

Teclado e touchpad: bom para digitar, irregular ao tocar


O teclado de tamanho completo, com curso de tecla de 1,7 mm, inclui um teclado numérico um recurso útil para quem trabalha com planilhas ou faz cálculos com frequência. As teclas Power e WASD recebem um acabamento translúcido como diferencial estético, e a iluminação "Mystic Light" de quatro zonas pode ser personalizada pelo utilitário MSI Center.

No teste de digitação do KeyHero, o resultado foi de 89 palavras por minuto com 94% de precisão um desempenho dentro da média, sem qualquer sensação de que o teclado atrapalhasse a digitação.

O touchpad, de 4,7 x 2,9 polegadas, foi um ponto mais problemático. Inicialmente, toques e cliques fora do centro ou dos cantos extremos apresentaram atraso ou simplesmente não eram registrados. O problema melhorou bastante ao ajustar a sensibilidade de "Média" para "Alta" nas configurações do Painel de Controle, embora ocasionalmente ainda fosse necessário clicar mais de uma vez para que o comando funcionasse.

Áudio: adequado, mas sem impressionar

Os dois alto-falantes de 2 watts, posicionados nos cantos frontais inferiores, entregam um som apenas satisfatório. Ao tocar "99", do Toto uma faixa clássica do gênero yacht rock , o teclado elétrico e o piano soaram com boa vivacidade, mas os vocais ganharam uma qualidade oca, como se estivessem sendo cantados em um ambiente vazio e reverberante. Os graves também deixaram a desejar. Dado o tamanho generoso do chassi, seria interessante se a MSI tivesse aproveitado o espaço para incluir alto-falantes adicionais na parte traseira.

Capacidade de expansão: fácil acesso ao hardware interno


Removendo 12 parafusos Phillips pequenos, o painel inferior do Katana 17 HX se solta facilmente, sem a necessidade de ferramentas adicionais. Internamente, o notebook revela uma bateria grande de 75 Wh posicionada na parte inferior central e uma proteção plástica cobrindo o espaço entre as duas ventoinhas.

Sob essa proteção estão dois slots SO-DIMM, ambos ocupados por módulos de 8 GB de DDR5-5600, o que deixa margem para upgrade de memória no futuro. Há também um único slot M.2 para armazenamento, ocupado pelo SSD Micron 2500 PCIe 4.0 de 1 TB testado, além de um segundo slot M.2 reservado exclusivamente para o módulo de Wi-Fi Intel AX211.

Autonomia da bateria: acima da média para a categoria

A bateria de quatro células e 75 Wh é recarregada por um adaptador de 240 watts com conector proprietário tipo barril. Mesmo com um processador da linha HX e uma placa de vídeo dedicada, o Katana 17 HX conseguiu entregar uma autonomia respeitável.

No teste padrão, que combina navegação na web, tarefas gráficas leves e streaming de vídeo com Wi-Fi ativo e brilho da tela ajustado para 150 nits, o notebook durou 6 horas e 21 minutos superando todos os concorrentes da comparação.

Conclusão

O MSI Katana 17 HX prova que é possível entrar no universo dos notebooks gamers com RTX Série 50 sem gastar uma fortuna. Por US$ 1.300, ele entrega um chassi surpreendentemente robusto, desempenho competitivo em jogos 1080p, boa autonomia de bateria e um teclado confortável para uso prolongado méritos que dificilmente esperaríamos encontrar juntos nessa faixa de preço.

As concessões, no entanto, são visíveis principalmente na tela, com baixa cobertura de cores e brilho limitado, e no touchpad, que exige ajustes manuais de sensibilidade para funcionar de forma consistente. A transferência de arquivos também ficou atrás dos concorrentes, sugerindo que o SSD, embora espaçoso, não é o mais rápido da categoria.

Ainda assim, para quem busca uma porta de entrada acessível ao universo dos jogos com ray tracing e tecnologias mais recentes da Nvidia, o Katana 17 HX se mostra uma escolha equilibrada. Ele não tenta competir diretamente com os modelos premium em todos os aspectos, mas cumpre muito bem o que promete: jogos fluidos em 1080p, boa autonomia e um preço que cabe no bolso de um público mais amplo de jogadores.

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